Ministro da Educação sobre polêmica na UEPB: “Campus não é lugar de arma”

Em entrevista à rádio CBN João Pessoa, nesta sexta-feira (03), o ministro da Educação do Governo Temer, Mendonça Filho, do DEM, evitou entrar na polêmica envolvendo a UEPB e a uma policial militar, que foi impedida de fazer uma prova por estar armada, em sala de aula, essa semana, mas destacou que corrobora com a tese de que a universidade não é lugar de arma de fogo.

Por não ter conhecimento sobre como se deram os fatos, ele disse que, para ele, seria difícil formar um juízo de valor sobre o caso concreto, todavia destacou a autonomia das universidades, prevista na Constituição Federal e também na Estadual, para gerenciar suas normas.

“Eu acho que é algo complicado entrar em um debate que se leva em consideração um fato que eu estou tomando conhecimento agora. Não se sabe como se deram essa situação. Eu tenho que ter conhecimento do episódio como um todo para ter uma opinião mais conclusiva com relação a isso. Além de tudo as universidade têm autonomia universitária, o que significa dizer que o comando parte da orientação gerencial de cada reitoria, de cada diretor de Campus. É lógico que o ambiente universitário não é o ambiente adequado ao uso de armas de fogo, mas ainda em uma situação como essa, na aplicação de provas. Mas prefiro não fazer uma análise específica desse caso porque não conheço as circunstâncias. Então, minha opinião não pode ser oferecida porque não conheço o conjunto de todos os episódios que levaram a essa situação”, ressaltou.

Nesta sexta-feira (03), em nota encaminhada à imprensa, o reitor Rangel Júnior, da UEPB, disse que apuração do procurador-geral e do ouvidor da UEPB mostrou que “o problema aconteceu por inabilidade das partes envolvidas na condução do fato”.

Para evitar novas situações de conflito, a instituição e a Polícia Militar concordaram em criar um convênio de cooperação. O objetivo é fazer com que “o aluno militar passe a conhecer melhor o âmbito da Universidade e suas normas, bem como os servidores da Instituição também tenham melhor compreensão sobre as regras que regem a conduta do profissional militar”.

PB Agora.